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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Por que quem fez lobby pelo Marco Regulatório do Pré-sal hoje é contra o Leilão de Libra?

Em 2009, a Petrobras vivenciou uma severa crise política. Depois de uma série de denúncias veiculadas na imprensa, em maio, leu-se o requerimento que instalava uma CPI, mista, que investigaria todas as denúncias.
Por isso, em junho, para enfrentar a crise, a empresa criou o Blog Fatos e Dados.
Esse foi o tema de minha tese de doutorado, transformada no livro "Discurso e argumentação no Blog 'Fatos e Dados' da Petrobras".
Qual era o pano de fundo principal da crise? O Marco Regulatório do Pré-sal, que propunha a mudança do regime de concessão para o de partilha.
Havia uma noção clara sobre isso.
Por isso mesmo, a empresa fez uma série de ações que visavam mobilizar a opinião pública em favor do novo Marco.   Em todos os estados da federação foi realizado ao menos um debate sobre o tema. O Marco tinha apoio dos empregados da Petrobras e a FUP, federação de sindicatos, comandada pelo PT e pelo PCdoB, participava de toda discussão. 
A FUP foi ao Congresso fazer lobby.  Em uma semana, todos os seus dirigentes se dividiram para visitar todos os gabinetes de deputados e senadores a fim de pressionar pela aprovação da nova legislação - que afinal foi aprovada.
O Leilão de Libra é o primeiro em que valem as novas regras.  A Petrobras já sai tendo no mínimo 30% do campo. A União, por meio da Petrosal, terá outros 40%. Essa é a participação mínima do estado brasileiro, podendo ser maior a depender do resultado do Leilão.
Aí é que entram coisas que não consigo compreender. A mesma FUP que em 2009 fez lobby e participou de campanha em favor do Marco Regulatório hoje promove uma greve contra o leilão sob as regras que ela defendeu com unhas e dentes quatro anos atrás.  Os mesmos partidos.
Tendo entender, e não consigo, porque celebrou-se a nova legislação há quatro anos e hoje coloca-se contra o Leilão de Libra.
Alguém me explica?

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