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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Procurador pretende interferir em filme sobre José Dirceu

Deu na Folha de hoje.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/09/1348808-procurador-quer-controlar-filme-sobre-vida-de-dirceu.shtml

O Ministério Público enviou uma recomendação à Ancine (Agência Nacional de Cinema) pedindo que o filme sobre a vida do ex-ministro José Dirceu não se transforme numa obra de apologia e culto à personalidade feita com dinheiro público.

Em agosto, a Ancine autorizou a captação de R$ 1,53 milhão, através da Lei Rouanet, para a realização da obra.

Na recomendação, o procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) Marinus Marsico chamou atenção para o fato de o filme ser viabilizado através de recursos públicos e tratar de um político de "renome, ainda vivo".

"Recomendo atentar (...) para o atendimento aos princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade, de forma a evitar que a obra constitua em apologia e culto à personalidade (...) considerando que essa iniciativa envolve renúncia de receitas públicas", diz trecho do ofício enviado ao presidente da Ancine, Manoel Rangel.

Produzido pela Tangerina Entretenimento, da cineasta Tata Amaral, "O Vilão da República" deve tratar do período que Dirceu foi chefe da Casa Civil até a condenação no julgamento do mensalão.

Amaral já teria cerca de 20 horas de gravações, entre elas cenas do cotidiano de Dirceu durante o julgamento.

A recomendação não tem poder de interferir na produção, mas pode ser usada como argumento para reforçar um futuro processo caso o Ministério Público entenda que dinheiro público foi usado para fazer apologia a Dirceu.

Procurado, o Ministério da Cultura não comentou a recomendação até o fechamento desta edição. A Ancine disse que ainda não redigiu uma resposta ao procurador. A Tangerina informou que Tatá Amaral só falará sobre o caso no mês que vem, quando voltar de uma viagem.


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