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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Segundo Datasus, presidente de federação dos médicos acumula 88h de trabalho semanal

A pesquisa no Datasus foi da jornalista e professora da UFRN, Kênia Maia.

Corrobora com a denúncia apresentada há alguns dias por Ailton Medeiros - o presidente da Federação dos Médicos, voz contrária ao projeto Mais Médicos, segundo Ailton, é servidor da UFRN no Hospital Universitário Onofre Lopes, mas não aparece há tempos para trabalhar.

Geraldo não é servidor apenas no Onofre Lopes.

Segundo os dados do sistema do Ministério da Saúde, atualizados no último dia 26, ele acumula um total de 88h de serviços semanais em cinco diferentes vínculos, dois deles como servidor público:


No total, Geraldo acumula, além da função de Presidente da Federação Nacional de Medicina (Fenam):

- 40h da Secretaria Estadual de Saúde do RN
- 20h da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
- 20h do Hospital Médico Cirúrgico
- 4h do Hospital Memorial
- 4h da Cooperativa dos Anestesiologistas do RN

A lei brasileira permite que o servidor público que não tenha dedicação exclusiva acumule vínculos com órgãos públicos ou entidades diferentes desde que pelo menos um deles seja como professor ou seja profissional de saúde.
Esse é o caso de Geraldo,  que acumula dois cargos de servidor público no limite de 60h (no governo do estado e no nível federal).  Mas ele não para por aí.  O total de horas pelas quais recebe é de 88h.  Será que ele dá conta?
De todo modo a acumulação pode ser considerada ilegal e representar motivo para demissão do cargo público - ou, no mínimo, a devolução dos salários recebidos indevidamente.
Geraldo pode estar insatisfeito por receber seus mais de cinco mil reais de salário somente do governo do estado mas isso não lhe autoriza, por sua vez, a desrespeitar a lei.
Como sempre disse: quando decidimos nos tornar servidores públicos, abrimos mão de nos tornarmos ricos.

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