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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Após não ter sido reconhecido por motorista, acusado pelo incêndio de ônibus volta a julgamento

Amanhã acontece a audiência final do julgamento do professor Felipe Serrano, acusado de ter incendiado um ônibus no protesto da Revolta do Busão em 18 de setembro de 2012.
Na primeira audiência, que você pode ouvir aqui (parte 1) e aqui (parte 2), duas informações interessantes emergiram.
A primeira: o motorista que fez o reconhecimento de Felipe na delegacia negou em juízo tê-lo visto no local.  Havia sido pressionado para realizar o reconhecimento.
O outro ponto foi a admissão por parte do PM que realizou a abordagem e a prisão de que as polícias militar e civil utilizam-se de agentes infiltrados nas manifestações sociais.  
Neste post, publico carta do padre Francisco de Assis Fernandes Gomes que relata a violenta abordagem que sofreu Felipe.  Já dominado e algemado, diz o padre, o professor continuou sendo espancado.  
Abordado pelo padre, um dos PMs pediu perdão, admitindo haver errado.  Outro questionou o fato de a sociedade nunca estar satisfeita com a ação policial.  "Faça seu trabalho direito e ninguém vai lhe criticar", disse padre Francisco.

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