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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#RevoltadoBusao: Após não ter sido reconhecido por motorista, acusado pelo incêndio de ônibus volta a julgamento

Amanhã acontece a audiência final do julgamento do professor Felipe Serrano, acusado de ter incendiado um ônibus no protesto da Revolta do Busão em 18 de setembro de 2012.
Na primeira audiência, que você pode ouvir aqui (parte 1) e aqui (parte 2), duas informações interessantes emergiram.
A primeira: o motorista que fez o reconhecimento de Felipe na delegacia negou em juízo tê-lo visto no local.  Havia sido pressionado para realizar o reconhecimento.
O outro ponto foi a admissão por parte do PM que realizou a abordagem e a prisão de que as polícias militar e civil utilizam-se de agentes infiltrados nas manifestações sociais.  
Neste post, publico carta do padre Francisco de Assis Fernandes Gomes que relata a violenta abordagem que sofreu Felipe.  Já dominado e algemado, diz o padre, o professor continuou sendo espancado.  
Abordado pelo padre, um dos PMs pediu perdão, admitindo haver errado.  Outro questionou o fato de a sociedade nunca estar satisfeita com a ação policial.  "Faça seu trabalho direito e ninguém vai lhe criticar", disse padre Francisco.

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