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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

"Tomara que apareçam médicos e médicas cubanas mortos por aí", diz usuária do Facebook

Cintia Oliveira.
Talvez ela tenha sentido pena de Micheline Borges.
Talvez ela apenas revele o que se passa no âmago e no coração da classe média e médica brasileira.
Talvez Freud e Lacan possam explicar. Eu, angustiado, somente lamento que possa existir alguém que se expresse desse modo. Que deseje desse modo. 
Nossa ética parcial.
Aquele que quer mortos os que discordam de si.
Não tenho muitas palavras.
Somente as de Cintia, abaixo. Auto-explicativas.
Lamento. E só

Comentários

  1. Mediquinhos preibóis brasileiros querem reclamar, mas trabalhar no SUS de madrugada ninguém quer né? ESSES SIM SÃO UMA VERGONHA!

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