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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

MPF vai requisitar abertura de novo inquérito para investigar ação de desocupação

Em O Povo

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) irá solicitar à Polícia Federal a abertura de novo inquérito para investigar a conduta da Prefeitura de Fortaleza durante a desocupação do acampamento montado por manifestantes contrários à construção de viadutos no Cocó, em Fortaleza. A decisão foi tomada em audiência realizada nesta sexta-feira, 9, depois que os procuradores da República Márcio Torres e Oscar Costa Filho ouviram relatos de manifestantes que sofreram agressões de agentes da Guarda Municipal durante o ato.

O MPF entendeu que houve uso desproporcional da força e abuso de autoridade durante a ação de desocupação, iniciada na madrugada da última quinta-feira, 8. Segundo os procuradores, como a área do Cocó onde são realizadas as intervenções pertence à União, a Prefeitura de Fortaleza dependia de um mandado de reintegração de posse para que o efetivo da Guarda Municipal pudesse agir no local. Oscar Costa Filho e Márcio Torres reafirmaram que, ainda que houvesse o mandado, o procedimento de desocupação da área teria de ser realizado durante o dia, com supervisão judicial.

Na audiência, o MPF colheu dados de manifestantes agredidos durante a desocupação. Posteriormente, eles serão convocados a prestarem depoimentos com a abertura do novo inquérito. A Polícia Federal já havia aberto inquérito, no último dia 27 de julho, para investigar a legalidade da obra para construção de viadutos no Cocó, tendo como base relatório elaborado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

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