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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Estudante da UFC é vítima de homofobia na reitoria da instituição

A estudante de jornalismo da UFC, Eduarda Talicy, foi vítima de homofobia na concha acústica da reitoria da Universidade nesta tarde.  Eduarda conversava com sua namorada e foi convidada a se retirar do local por um segurança.
- O segurança pediu que saíssemos alegando que não podíamos estar namorando no local, diz a estudante.
Eduarda o questionou sobre o motivo e se a orientação também era dada a casais heterossexuais, ao que respondeu que achava que não.  Na semana passada, segundo o guarda, um outro casal homossexual fora abordado e, sem questionar, teria deixado o ambiente.
- É melhor vocês ficarem em um lugar mais reservado, teria dito o guarda.
A estudante de jornalismo, então, questionou de onde teria partido tal orientação.  O segurança informou que teria sido do responsável pela portaria de nome Paulo.  Segundo o segurança que fez a abordagem, o motivo da orientação poderia ser a presença do prefeito Roberto Claudio (PSB) na reitoria na tarde de hoje.
Eduarda e sua companheira foram falar com o segurança Paulo, que afirmou que a orientação viria da administração, negando, no entanto, que dissesse respeito apenas a casais homossexuais.
Note, no entanto, que o primeiro vigilante que fez a abordagem informou às duas meninas que já havia solicitado a retirada de um casal homossexual na semana anterior no mesmo espaço - numa data em que Roberto Claudio não esteve na reitoria.
Segundo Paulo, alguém viu as duas meninas na concha acústica e lhe pediu que solicitasse a sua saída.
Eduarda e sua companheira apresentaram denúncia à ouvidoria da UFC.
Um assessor da instituição, no meio da movimentação, disse ao casal que aquilo não representava a opinião da UFC, tendo sido fruto da falta de preparo da equipe de segurança.
- Eu acho que, por mais que ele tenha dito que não é o pensamento da UFC, os guardas atribuíram a orientação a pessoas da administração, que supostamente representam a própria universidade, disse Eduarda.
***
Parece, então, que pessoas da reitoria da UFC estão convidando os alunos e ativistas a promoverem um Beijato diante do prédio.

Comentários

  1. Eu já estive lá com um namorado e me mandaram sair, não vejo a homofobia.

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