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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Senado não tem interesse em mudar situação de suplentes

O Senado rejeitou projeto que reduziria número de suplentes.
A notícia, conforme publicada no UOL, está aqui.
Claro que os senadores não tinham interesse em um projeto assim.
Além da negociação política, os suplentes fazem parte da negociação financeira das campanhas.
A Operação Sinal Fechado, no RN, mostrou o suplente João Faustino (PSDB) arrecadando recursos para a campanha do senador José Agripino (DEM).
Além disso, normalmente há um acordo para que o suplente assuma o mandato em algum período nos oito anos que ele dura.  Você deve se lembrar que no fim da legislatura anterior, Ximbica assumiu o mandato de Agripino e o próprio Faustino, que era suplente de Garibaldi, assumiu o mandato do agora ministro.
Por isso, sem a devida atenção e pressão popular, não mudaram essa legislação.

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