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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Senado não tem interesse em mudar situação de suplentes

O Senado rejeitou projeto que reduziria número de suplentes.
A notícia, conforme publicada no UOL, está aqui.
Claro que os senadores não tinham interesse em um projeto assim.
Além da negociação política, os suplentes fazem parte da negociação financeira das campanhas.
A Operação Sinal Fechado, no RN, mostrou o suplente João Faustino (PSDB) arrecadando recursos para a campanha do senador José Agripino (DEM).
Além disso, normalmente há um acordo para que o suplente assuma o mandato em algum período nos oito anos que ele dura.  Você deve se lembrar que no fim da legislatura anterior, Ximbica assumiu o mandato de Agripino e o próprio Faustino, que era suplente de Garibaldi, assumiu o mandato do agora ministro.
Por isso, sem a devida atenção e pressão popular, não mudaram essa legislação.

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