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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Petroleiro lança autobiografia em Natal

O companheiro Marco Aurélio de Lima Azevêdo lança no próximo dia 25 de julho seu livro "Na Boca da Mesa", uma biografia que percorre sua vida desde a infância, passando pelo serviço militar obrigatório ainda na Ditadura Militar até os momentos em que foi vítima de assédio moral no ambiente de trabalho.

Leia mais a seguir.  O lançamento ocorre na Capitania das Artes, em Natal, a partir das 19h30.

A vida do autor narrada desde a infância e adolescência até hoje é surpreendente. Ele conta, numa narrativa apaixonada, seus sonhos, conquistas e conflitos. Destaca-se a transição da ditadura, onde ele cumpriu o Serviço Militar Obrigatório; sobressaindo a arrogância na caserna; as arbitrariedades e o destempero de quem os preparavam para um confronto na guerra fria. Em seguida, ao adentrar no setor petróleo, o convívio degradante com os estrangeiros; o racismo; o assédio moral constante; os maus tratos a pessoa humana e o assédio constante ao tráfico e ao contrabando. Quando finalmente é admitido na Petrobrás, reencontra os antigos militares dentro dela. Abraça a causa sindical. É perseguido e discriminado, novamente submetido ao assédio moral, culminando com uma verdadeira batalha jurídica dentro dos tribunais, sem que a justiça julgasse o mérito da causa. Hoje está acometido de uma doença ocupacional, que restringe certas atividades. Por fim, é uma biografia de tirar o fôlego de quem pretende ler um bom livro.

Serviço
Lançamento de "Na boca da Mesa", de Marco Aurélio de Lima Azevedo
Data: 25.07.2013
  
Hora: 19h30 
Local: Capitania das Artes em Natal

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