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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Valor atualizado do Castelão é de R$ 27 milhões a mais

Com atraso, registro texto do jornal O povo do último domingo em que fui entrevistado:

No Jornal O Povo

Sempre que se refere à despesa com a reforma e ampliação do estádio Castelão, o Governo do Ceará menciona montante de R$ 518 milhões, sem que tenha havido aditivos na obra. Uma pesquisa no Portal da Transparência do Estado mostra, no entanto, que o valor atualizado do empreendimento está em R$ 545,9 milhões – diferença de R$ 27 milhões para mais.

O detalhe foi observado em minicurso de Jornalismo de Dados da Semana de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), este ano. “Verificamos essa diferença e percebemos que o contrato da obra previa reajustes anuais, para reposição de inflação, direitos trabalhistas e outros itens. Levamos os questionamentos à Secretaria Especial da Copa”, relatou o professor Daniel Dantas. O POVO fez o mesmo caminho.

O contrato do Governo com o consórcio privado que administrará o Castelão até 2018 aponta que “os valores da contraprestação mensal (dinheiro que o Estado repassa às empresas ao longo da concessão) serão corrigidos anualmente”.

O secretário da Copa, Ferruccio Feitosa, disse que o reajuste é determinado por lei e incide apenas no tempo de execução da obra. Ele argumentou que não se trata de aditivo ao contrato e que os R$ 27 milhões extras não entram no discurso do governo porque, segundo ele, “reajuste é correção de insumos, não é obra”.

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