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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Valor atualizado do Castelão é de R$ 27 milhões a mais

Com atraso, registro texto do jornal O povo do último domingo em que fui entrevistado:

No Jornal O Povo

Sempre que se refere à despesa com a reforma e ampliação do estádio Castelão, o Governo do Ceará menciona montante de R$ 518 milhões, sem que tenha havido aditivos na obra. Uma pesquisa no Portal da Transparência do Estado mostra, no entanto, que o valor atualizado do empreendimento está em R$ 545,9 milhões – diferença de R$ 27 milhões para mais.

O detalhe foi observado em minicurso de Jornalismo de Dados da Semana de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), este ano. “Verificamos essa diferença e percebemos que o contrato da obra previa reajustes anuais, para reposição de inflação, direitos trabalhistas e outros itens. Levamos os questionamentos à Secretaria Especial da Copa”, relatou o professor Daniel Dantas. O POVO fez o mesmo caminho.

O contrato do Governo com o consórcio privado que administrará o Castelão até 2018 aponta que “os valores da contraprestação mensal (dinheiro que o Estado repassa às empresas ao longo da concessão) serão corrigidos anualmente”.

O secretário da Copa, Ferruccio Feitosa, disse que o reajuste é determinado por lei e incide apenas no tempo de execução da obra. Ele argumentou que não se trata de aditivo ao contrato e que os R$ 27 milhões extras não entram no discurso do governo porque, segundo ele, “reajuste é correção de insumos, não é obra”.

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