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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: "El País" destaca protestos contra aumentos de ônibus, inclusive em Natal

O jornal espanhol El País destaca nesta quarta-feira (12) os protestos de estudantes que se espalharam Brasil afora contra os aumentos das passagens de ônibus.
Já no título o periódico busca vincular os protestos no país aos processos semelhantes que têm tomado lugar em outras nações: "Brasil se levanta em protesto contra o aumento dos preços do transporte".  O texto surge depois que as movimentações em São Paulo reuniram pelo menos dez mil pessoas, apesar da forte repressão policial.
Segundo o El País, o "Brasil, pouco acostumado a protestar na rua, tem se levantado desta vez nas principais cidades do país contra o aumento das passagens do transporte público.  Em São Paulo, na noite desta terça-feira, pelo terceiro dia consecutivo, os manifestantes entraram em confronto com a polícia e queimaram dois ônibus".
O jornal espanhol cita os confrontos do Rio de Janeiro, onde já foram presas 32 pessoas e um novo protesto está marcado para esta quinta.  Cita também a repressão das autoridades, como o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que "tem sido duro com os manifestantes e com os atos de vandalismo".
Manifestante em São Paulo

É a economia, estúpido
"As manifestações chegaram em um momento de crise da economia com a inflação alta, a bolsa caindo (ontem perdeu cerca de 3%) e dólar beirando os 2,20 reais.  A presidenta Dilma Rousseff, que chegou ontem de sua viagem a Portugal, tem se mostrado preocupada pelas manifestações, mas também pelos problemas da economia, que lhe custaram pela primeira vez uma perda de oito ponto em sua, até agora, alta popularidade.  À noite Rousseff convocou ao Palácio do Planalto o ministro da Economia, Guido Mantega, e o da Justiça, José Eduardo Cardozo".

Natal é destaque na matéria que diz que "os estudantes, com suas manifestações, obrigaram às autoridades a baixar as tarifas dos transportes que haviam sido aumentadas".
Segundo o El País, os "preços dos transportes públicos no Brasil são muito altos em relação ao salário mínimo dos trabalhadores.  Por exemplo, em São Paulo, os que têm que tomar dois transportes para ir ao trabalho e dois para voltar, algo muito normal, gastam exatamente 400 reais, mais de 50% do salário mínimo mensal, que é de 740 reais".
Classe média
Prossegue o El País: "No entanto, a classe média, pouco acostumada neste país às manifestações de protesto, está aplaudindo às autoridades, que têm pedido mão dura à polícia contra as mobilizações, que estão paralisando o tráfico nas cidades naturalmente supercongestionadas".
E conclui que as "manifestações estão criando um alarme especial.  Nem sequer diante dos grandes escândalos de corrupção política o povo saiu às ruas.  Mais uma vez também aqui se faz real a famosa frase atribuída a Bill Clinton: 'É a economia, estúpido'".

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