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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

PF descobre o telefone que liga desligado!

Por Fernando Brito
No Tijolaço

A “apuração” da origem dos boatos que geraram a corrida aos terminais de pagamento da Caixa para sacar os benefícios do Bolsa Família vai se tornando, com o patrocínio da mídia, a cada dia mais digna do Inspetor Clousaeu, o personagem impagável de Peter Sellers no “A pantera cor-de-rosa”.

Agora, segundo a Folha, teriam descoberto que a ligação partiu de uma central telefônica clandestina no Morro do Alemão, no Rio, para um telefone que estava desligado pela operadora.

Calma, querido leitor, não estou delirando. Vou transcrever a Folha:

“Investigadores que apuram o envolvimento de empresa de telemarketing no Rio no caso descobriram que um beneficiário do programa recebeu a suposta ligação em uma linha telefônica ilegal, procedente do morro do Alemão.
A linha irregular cria obstáculos para o rastreamento da chamada. Para os investigadores, a suspeita é que o telefonema tenha sido feito por uma central comunitária instalada na favela.
Uma operadora informou à PF que o telefone do beneficiário cadastrado no Bolsa Família estava desconectado por falta de pagamento.”

Quer dizer que temos agora um “gatofone”, como a “gatonet”, sem número ou assinante? Bom saber, pois com as tarifas do jeito que são, o povão vai adorar.

E o telefone que recebe chamada mesmo cortado? Uau, queremos um destes, nunca mais pagamos uma continha sequer.

Melhor que isso só repórter que não pergunta e polícia que não descobre crime político por causa da politização.

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