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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

"Pessoas não filiadas não são melhores ou superiores a ninguém", diz Daniel Pessoa

Por Daniel Pessoa
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Bom dia. Manifesto aqui minha solidariedade e apoio aos/às jovens filiados/as a Partidos Políticos que foram hostilizados/as, mau tratados/as e sofreram violência ontem, durante a passeata da#RevoltadoBusão, por parte de grupos de pessoas não-filiadas-a-partidos ou “apartidárias”.

As pessoas não filiadas não são melhores ou superiores a ninguém, nem tampouco “donas” das Ruas e das passeatas populares. Apenas fizeram uma opção POLÍTICA de não se filiar a partidos, tal qual aquelas que fazem a opção POLÍTICA de se filiarem.

Não acredito que dentre os que praticaram tais atos de violência estivessem pessoas inspiradas em Bakunin, Kropotkim, Proudhon, Malatesta, Breton, etc., e que compartilham das ideias deles.

O Anarquismo é uma corrente política e filosófica que preconiza uma construção societária na qual o indivíduo possa expressar e afirmar suas escolhas com liberdade e respeito, bem como desenvolver suas aptidões e potencialidades de acordo com elas.

Os movimentos sociais que estiveram na passeata de ontem em Natal reivindicaram num contexto plural e horizontal, a partir da linha da não-violência de Gandhi e Luther King.

Enfim, lamentável que grupos de pessoas tenham destoado tanto do contexto da mobilização e da perspectiva da não-violência.

Os/as filiados/as a partidos não devem esmorecer por causa disso, nem se afastar dos movimentos, se possível. Adotando a Pedagogia do Oprimido – apesar de ser um ambiente no qual não cabia opressão – retornar aos próximos com flores àquelas pessoas que fizeram a asneira. Contem comigo.

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