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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: A verdade sobre os indícios de participação de Micarla de Sousa

Publicado originalmente no No Minuto

Surpreende-me o descuido com que as pessoas lidaram com a informação de que no processo da Operação Assepsia, agora na justiça federal, não consta o nome da ex-prefeita Micarla de Sousa (PV) entre os denunciados.

A notícia foi destaque do Novo Jornal de hoje. O jornal informa que se trata da investigação sobre os contratos do ITCI com a prefeitura de Natal em 2011. Mas não informa que essa não é a única investigação em curso na Operação Assepsia.

Quem acompanha meu blog sabe, por exemplo, que há várias frentes de investigação. Uma delas, contra o ITCI, teve a denúncia realizada pelo Ministério Público estadual. A denúncia foi recebida pela justiça estadual em 22 de outubro de 2012. Nela, já não constava o nome de Micarla. Os investigados foram transformados em réus.

Depois que, por envolver recursos públicos federais, o juiz José Armando Ponte Dias Júnior afirmou que a justiça estadual era incompetente e o caso foi repassado à justiça federal, explica a matéria do Novo Jornal de hoje, o Ministério Público Federal reapresentou a denúncia. Como de início, Micarla estava fora.

Micarla está implicada na investigação sobre o contrato com a Associação Marca, cuja denúncia ainda não foi apresentada. Foi nesse contexto que o pedido de seu afastamento foi apresentado ao Tribunal de Justiça ano passado. E, lembre, esse pedido era uma substituição para que não fosse decretada sua prisão temporária ou preventiva.

Além dos contratos do poder público com o ITCI, cuja denúncia já foi apresentada duplamente, ainda há investigações sobre a Marca e o INASE - este no âmbito do Hospital da Mulher em Mossoró, no qual substituiu a própria Marca.

Não nos precipitemos. A matéria do Novo Jornal omitiu detalhes importantes e fez Micarla parecer injustiçada. Quem já se deu o trabalho de ler os documentos que já foram tornados públicos nas outras investigações sabe que o MP não poderia omitir seu nome na denúncia - se ela já tivesse sido feita, coisa que ainda não foi.

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