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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Itajá: Vídeo revela suposto esquema de compra de votos por prefeito Licélio Guimarães (PSB) nas últimas eleições municipais

Publicado originalmente no No Minuto

Licélio Guimarães (PSB) foi eleito prefeito de Itajá, pequeno município no Vale do Açu, interior do Rio Grande do Norte, com 3.231 votos - ou 52,64% dos votos válidos. Ele derrotou, em 7 de outubro, o candidato do DEM, Hélio Araújo.

Gravado em 23 de setembro, o vídeo abaixo revela o suposto esquema de compra de votos operado pela candidatura socialista no pleito.

Jackson Cabral da Silva é uma espécie de intermediário. Vendera o esquema à candidatura por fim eleita, mas o ofereceu à campanha do DEM. Sem saber que está sendo filmado, revela os esquemas de compra de votos, de uso de veículos. Revela, principalmente, o cerne do esquema que beneficiou a eleição do candidato do PSB - atual prefeito da cidade.

Jackson consegue pessoas em diversos municípios, como Assú, Mossoró e Natal, dispostas a transferirem seus domicílios eleitorais para Itajá. E depois negocia seus votos. Do vídeo depreende-se que Jackson - e João Marcelo Vargas, preso no dia da eleição - teriam sob seu controle cerca de 500 votos. Em um colégio eleitoral de cerca de seis mil eleitores, o número é considerável.
No dia da eleição, João Marcelo Vargas foi preso em flagrante após ter sido denunciado. Em seu poder, além de santinhos de candidatos do PSB, uma lista de controle, dividida por períodos nos dois meses anteriores à eleição. Na epígrafe, o texto "Pedidos das pessoas que pediram votos para mim nos bairros" e o controle do suposto esquema de compra de votos.
















No vídeo abaixo, gravado no dia seguinte à eleição, eleitores recebem cestas básicas, supostamente em troca dos votos dados no dia anterior. Note que vestem roupas vermelhas - cor ligada ao PSB, do prefeito eleito com ajuda do suposto esquema de compra de votos.  

O caso está pronto para ser julgado pelo TRE.

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