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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Governo Rosalba deixou de aplicar R$ 76 milhões na saúde do RN em 2012

Por Fernando Mineiro

Um dos graves problemas da saúde é o sub-financiamento do setor, responsável direto pela atual situação de deficiência na oferta dos serviços à população. Outro, é a má gestão dos parcos recursos. Tão grave quanto o primeiro.

A execução orçamentária dos repasses federais destinados à saúde do Rio Grande do Norte é a tradução exata da incompetência administrativa que assola o nosso estado. Em meio a uma crise sem precedentes e às reclamações sobre insuficiência de recursos, em 2012 a Secretaria de Saúde Pública do RN “deixou de utilizar no mínimo R$ 76.264.702,11 em ações de saúde, tais como: pequenas cirurgias, consultas médicas, saúde bucal, transplantes, ações estratégicas ou emergenciais e outros".

A não utilização desses recursos foi identificada pelo TCE-RN através de uma auditoria operacional que elaborou o “Relatório preliminar sobre a Rede Hospitalar da SESAP-RN”.

Dos R$ 252.385.579,10 repassados pelo Ministério da Saúde à SESAP-RN em 2012, 176 milhões foram empenhados (desses, 125 foram pagos) e 76 não foram utilizados!

Os repasses federais são transferidos para aplicação em 6 áreas, os chamados Blocos de Financiamento: Atenção Básica, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS, Investimentos na Rede de Serviços da Saúde e Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar. Em vários desses blocos, “verificou-se a existência de saldos em valores relativamente expressivos".

Segundo ainda o “Relatório...” não foi possível analisar de forma mais detalhada a aplicação dos recursos devido “à fragilidade nos controles por parte da SESAP”.

Diante do caos instalado na saúde pública do nosso estado é no mínimo revoltante saber que recursos públicos deixam de ser utilizados devido à incompetência da gestão.

São incontáveis os prejuízos para a população devido a esta falta de controle da gestão.

Quantas vidas poderiam ter sido poupadas caso esses recursos tivessem sido aplicados?

A governadora Rosalba tem a obrigação de vir a público explicar essa situação.

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