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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Governo desmente presidente da OAB que afirmara recuo de Dilma

Pela manhã, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. Ao sair da reunião, antes de qualquer declaração oficial do governo, o presidente da OAB informara que a presidenta Dilma havia recuado da ideia de um plebiscito para uma Constituinte Exclusiva afim de realizar a Reforma Política.

A imprensa noticiou no ato. É certo que a maior parte das manchetes de afirmar que havia sido o presidente da OAB quem dissera, abrindo o espaço para o desmentido oficial.

A entrevista do ministro da Justiça ficou dúbia, na sequência, mas já não me parecia confirmar o que disse a OAB mais como sonho e desejo do que como realidade.

Aí, pelas 15h, o governo liberou uma nota oficial em que desmentia Marcus Vinícius Furtado Coêlho.

Nem mesmo a mais opositora das imprensas podia acreditar piamente que a presidenta recuasse de uma proposta tão original em apenas doze horas.

Anda-se no fio da navalha nesses dias. A democracia sob risco real não suporta solavancos ou recuos assim. Tudo que Dilma não precisa é dar para trás nas propostas que fez. Tudo o que o Brasil não precisa é que sua presidenta faça isso.

Tudo que precisamos é continuar pressionando o Congresso, a quem cabe diversas dessas decisões, para que possamos avançar com mais democracia.

Leia abaixo a nota publicada no Blog do Planalto.


Em relação às declarações de hoje do presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, a Presidência da República esclarece:

1. A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e o diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Márlon Reis, que lhe apresentaram uma proposta de reforma política baseada em projeto de lei de iniciativa popular.

2. A presidenta da República reiterou a relevância de uma ampla consulta popular por meio de um plebiscito.

3. A presidenta ouviu a proposta da OAB, considerou-a uma importante contribuição, mas não houve qualquer decisão. O governo continuará ouvindo outras propostas de reforma política que lhe forem apresentadas.

Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República

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