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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Servidores da UERN em Pau dos Ferros (RN) relatam perseguição e assédio moral

O tema já foi objeto de denúncia na Carta Potiguar.  Agora eu também recebi um relato preocupante com denúncias de perseguição e de assédio moral no campus de Pau dos Ferros da UERN.
Deixo o espaço aberto aqui para o debate do tema, inclusive se o diretor Gilton Sampaio desejar se pronunciar em resposta.
Servidores da UERN em Pau dos Ferros têm vivido dias de terror após as eleições para a Reitoria. Um dos candidatos que concorreu ao pleito, Gilton Sampaio de Souza, que também é o “poderoso” diretor do Campus (CAMEAM) no referido município, não se conformou com a derrota e resolveu perseguir aqueles que não lhe deram o voto, tratando-os como verdadeiros inimigos.

Comportamento no mínimo estranho para quem incansavelmente falou em “gestão democrática”, que, por sinal, foi um termo usado em tom de acusação contra seu adversário vitorioso. Ora, então significa que o professor Gilton estava atribuindo suas próprias características ao seu opoente? Que ironia!
Outra frase que também já estava se transformando em um mantra (mentiroso, diga-se de passagem) foi: “por uma UERN do tamanho dos nossos sonhos”. Que sonhadores infelizes são esses que não admitem a diferença, que não se conformam com a diversidade política, que se enraivecem contra os que votaram em outro candidato? Aliás, qual é o sonho de Gilton e seus seguidores? Tornar o CAMEAM (Campus de Pau dos Ferros) em um santuário de coronéis liderados por ele? Vale lembrar que o processo eleitoral de hoje é democrático e que os tempos de coronelismo já passaram, apesar de que algumas práticas típicas parecem insistir em perpetuar.

Infelizmente, o “coronel” continua a exercer o seu despotismo de praxe, ignorando orientações e decisões de hierarquia superior, redistribuindo servidores em funções estranhas aos seus trabalhos e desprezando normas gerais da UERN. Ah, vale salientar que nem todos sofrem com tais tiranias, pois seus simpatizantes, familiares e eleitores continuam usufruindo do bom e do melhor, para o azar dos perseguidos.
Pois é, parece que conceitos inerentes à democracia, ética e profissionalismo integram apenas as intenções sonhadoras de Gilton Sampaio, mas não a realidade.

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