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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

"Ser sem-terra, ser guerreiro": Minha homenagem à luta do #MST e da #RevoltadoBusao

Natal é cenário da novela "Flor do Caribe".
Em sua trilha, na interpretação de O Teatro Mágico, a "Canção da Terra" de Pedro Munhoz.
Uma homenagem aos movimentos de Trabalhadores Rurais Sem-Terra.
...
Fez por fim, então, a rebeldia
Que nos dá a garantia
Que nos leva a lutar
Pela terra
...
Ser e ter o sonho por inteiro
Ser sem-terra, ser guerreiro
Com a missão de semear
À terra
...
Mas apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
A terra
...

Claro que a música, ao entrar na trilha de uma novela, sofre um deslocamento. Seja porque não a escutamos toda seja porque não prestamos atenção ao que diz.
Mas é uma letra muito situada no seio da luta pela terra do MST e da Via Campesina.
...
Com ela, homenageio a união dos trabalhadores do campo com os estudantes da cidade que marcham em luta por seus direitos nas manhãs desses dias em Natal.
E tinha de ser em Natal, berço de lutas políticas como o Levante de 35, mas ambiente da novela em que a música entrou como trilha.
Que Pedro Munhoz nos inspire. Até a vitória.





Tudo aconteceu num certo dia
Hora de ave maria o universo vi gerar
No princípio o verbo se fez fogo
Nem atlas tinha o globo
Mas tinha nome o lugar
Era terra, terra

E fez, o criador, a natureza
Fez os campos e florestas
Fez os bichos, fez o mar
Fez por fim, então, a rebeldia
Que nos dá a garantia
Que nos leva a lutar
Pela terra, terra

Madre terra nossa esperança
Onde a vida dá seus frutos
O teu filho vem cantar
Ser e ter o sonho por inteiro
Ser sem-terra, ser guerreiro
Com a missão de semear
À terra, terra

Mas apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
A terra, terra

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