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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao:"Os oficiais recebem ordem pra gente quebrar os estudantes na porrada", diz policial

Por Zé Martins
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Eu estava me deslocando para casa depois de ver um show de artistas maravilhosos, quando chego em determinado local, próximo de minha casa, encontro a rua interditada, estaciono o carro próximo a um restaurante e sento para capitar os acontecimentos. Era repressão da polícia para com os estudantes que estavam reivindicando contra aumento abusivo das passagens de ônibus. Na mesa ao lado tinha um jovem revoltadíssimo com a situação. Ele é policial e não concordava com o tratamento dos seus colegas para com a população, ouvi alguns trechos de sua revolta que me chamou atenção, leiam:

“... Eu não vou para uma operação dessa de jeito nenhum, os oficias recebem ordem pra gente quebrar os estudantes na porrada... e eles botam na cabeça da gente que os estudantes são baderneiro e afirmam: “pode baixar o cacete que eu assumo lembre-se que isso é uma ordem, entendido?” “Sim senhor!”... eu dou sempre uma desculpa, uma daquelas receitas de bolo, “tõ doente”, enfim faço qualquer coisa mais jamais irei pra rua baixar o cacete no estudante/na população até porque eles (a população) é quem pagam meu salário. Também sou estudante e sei, nós os estudantes estamos certos, não vou de jeito nenhum... queria que vocês vissem a lavagem cerebral que a gente se submete... não sei como os meus colegas não percebem que na verdade deveríamos mesmo era defender o povo e não esses políticos e empresários exploradores do povo...”

Como eu não podia ficar mais tempo ali, sai refletindo o que aquele soldado desabafava numa mesa de restaurante.

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