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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Sem identificação na farda, PM ameaça prender jovem que lhe perguntou o nome

Este PM ameaçou prender o jovem, por desacato, porque foi perguntado pelo seu nome.  De maneira irregular - e com o claro objetivo de não ser identificado - o PM estava sem a sua obrigatória identificação na farda.
- Quem é você? Você é um civil! Civil não tem que questionar coisas aos policiais. eu que posso lhe revistar e não o contrário, disse ele.
No mínimo poderia, também, ser enquadrado por abuso de autoridade.
Nós pagamos seu salário, senhor policial.  E o senhor é obrigado a estar identificado quando em serviço.  Não estar identificado nos faz questionar a sua intenção: será que o senhor espera realizar alguma ação ilegal e, por isso, não quer que as pessoas sejam capazes de dizer o seu nome?
Os manifestantes não deixaram que o rapaz fosse preso.

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