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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: "O Estado Democrático de Direito ruiu, sangrou e morreu hoje", diz advogado que estava no movimento

Por Emanuell Cavalcanti

Tenho 22 anos de idade.

Duas formações acadêmicas.

Professor com MUITO orgulho e advogado.

Acabo de correr de tiros, bombas de TODOS os lados possíveis.

A POLÍCIA MILITAR DO RN é formada por monstros que na minha frente chutaram barriga de uma adolescente de mais ou menos 16 anos.

Empurraram a famigerada professora da UFRN com mais de 60 anos com um cacetete.

Só faltou a marinha, exército e aeronáutica: o resto teve.

Fomos encurralados embaixo do viaduto do 4º centenário e levamos tiros e bombas de ambos os lados.

O Estado Democrático de Direito ruiu, sangrou e morreu hoje.

Polícia para quem precisa!!!

Existem pessoas presas, quem já recebeu ou tem OAB corram pro plantão ZS.

Depois dou mais detalhes.

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