Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Malafaia chama jornalista de 'vagabunda' em entrevista ao New York Times


O The New York Times publicou no sábado uma extensa matéria sobre Silas Malafaia. O jornalista Simon Romero mencionou todas as polêmicas recentes em que o televangelista se envolveu, inclusive a questão de “funicar” um líder do movimento LGBT.

“Sou o inimigo número 1 do movimento gay no Brasil”, disse Malafaia em entrevista na cidade de Fortaleza. Segundo o jornal, o evento que ele realizou na cidade reuniu um público de 200 mil pessoas.

Especialista em religiões latino-americanas pela Virginia Commonwealth University, Andrew Chesnut comparou Malafaia a Pat Robertson, numa alusão infelizmente bem própria.

Perguntando sobre A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico, texto da escritora Eliane Brum que obteve ampla repercussão no país, o líder evangélico mostrou novamente sua incontinência verbal, chamando-a de “vagabunda” (tramp). Avisada por um leitor, a jornalista há pouco se manifestou no Twitter com apenas uma palavra: chocada.

A gente também, Eliane. Aludindo às palavras do cara que o Malafaia apregoa seguir, “ele não sabe o que faz… tampouco o que diz”.

Comentários

Postagens mais visitadas