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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Governo dos EUA violaram sigilo telefônico da Associated Press


Na última segunda-feira (13/5), a agência de notícias Associated Press acusou o governo dos Estados Unidos de ter violado sigilosamente, ao longo de dois meses em 2012, registros telefônicos de sucursais da organização e de jornalistas. A empresa classificou a medida como uma "intrusão maciça e sem precedentes" nas operações de apuração noticiosa.


Agência condenou quebra de sigilo por parte do governo americano (Crédito: Divulgação)


De acordo com a Reuters, o executivo-chefe da AP, Gary Pruitt, afirmou em carta enviada ao secretário de Justiça, Eric Holder, e divulgada no site da agência que a organização foi informada de que o Departamento de Justiça compilou registros de mais de 20 linhas telefônicas utilizadas pela agência e repórteres.


Em reportagem de sua autoria, a AP diz que o governo não justificou os motivos para solicitar as informações. No entanto, a matéria ressalta que autoridades norte-americanas haviam revelado anteriormente que a procuradoria em Washington estava investigando dados contidos em uma publicação da agência veiculada no dia 7 de maio de 2012, referente a uma operação da Agência Central de Inteligência (CIA) contra a Al Qaeda no Iêmen.


Registros telefônicos de cinco repórteres e um editor envolvidos com essa reportagem foram acessados, segundo a AP.


A Procuradoria dos Estados Unidos no Distrito de Columbia divulgou nota afirmando ter sido "cuidadosa e deliberativa" ao lidar com questões que envolvem a liberdade de imprensa.

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