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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Centro Acadêmico de Direito (UFRN) repudia ataques em comentários no Blog do BG

No Blog do Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti - Direito/UFRN

O Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti (CAAC) vem por meio desta nota se posicionar acerca de equívocos proferidos em comentários dos leitores do Blog do BG, em postagem referente ao movimento popular #RevoltadoBusão, o qual vem realizando grandes manifestações na cidade de Natal contrárias ao aumento da passagem de ônibus, que passou de 2,20 a 2,40 nesse sábado.

Na referida postagem, de maneira totalmente irresponsável o Centro Acadêmico de Direito foi atacado no seu patrimônio mais valoroso: a retidão dos estudantes que representa. Beira o cômico perceber que a cegueira ideológica seja capaz de maquinar fantasias tais como a infiltração de grupos terroristas no curso de Direito da UFRN.

O afã por criminalizar as vozes eternamente silenciadas dos grupos socialmente marginalizados carrega traços ditatoriais. Não pode o povo exercer seu Direito Constitucional de reunião e de expressão do pensamento. É preciso que a forma escolhida se adeque ao modelo imposto exatamente por aqueles que o atacam. Ao escravo é defeso fugir da senzala. O capitão do mato o massacra. É preciso comprar sua alforria, como o senhor de engenho ordenou.

Assim, quando um grupo tal como o Centro Acadêmico de Direito se posiciona ao lado dos movimentos sociais, é alvo de toda sorte de fantasia depreciativa como a que se viu. Mas nós não cessaremos na luta contra o silêncio e na defesa do justo. É preciso que as vozes daqueles que se empenham contra as opressões, como foi a de Daniel Talibã – o falecido estudante homenageado pelo CAAC em sua festa mais tradicional-, sejam vistas, ouvidas e respeitadas.

O Centro Acadêmico de Direito, então, reafirma seu compromisso com a verdade, o Movimento dos Sem Terra, a Revolta do Busão, e, sobretudo, a memória de Daniel Talibã.

Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti,

Até que tudo cesse, nós não cessaremos.

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