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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Síria: agrava-se a situação

26/4/2013, MK Bhadrakumar, Indian Punchline
http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2013/04/26/a-turning-point-in-syria/
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A questão síria sofreu mudança significativa, depois dos últimos pronunciamentos dos EUA, de que teriam sido usadas armas químicas nos confrontos. A declaração dramática feita pelo secretário de Defesa Chuck Hagel ontem, 5ª-feira, durante visita a Abu Dhabi,[1] e que desdiz o que ele próprio dissera no início da semana, somada à carta que a Casa Branca enviou ao senador John McCain,[2] podem ter mudado, da noite para o dia e para pior, o quadro na Síria.

Segundo o que disseram os norte-americanos, o regime sírio teria cruzado a ‘linha vermelha’ que, nas palavras do presidente Barack Obama, dispararia a intervenção ocidental. O senador McCain imediatamente exigiu que os EUA passem a fornecer armas aos rebeldes sírios.[3] Apesar de a carta da Casa Branca ainda repetir que é preciso esperar confirmações de fontes da inteligência dos EUA, não há dúvidas de que aumentam as pressões para que Obama “faça mais” na Síria.

Não há dúvidas de que é novidade e ponto de virada. Não se pode esquecer que essa virada na posição dos EUA acontece imediatamente depois da reunião de ministros de Relações Exteriores da OTAN em Bruxelas, na qual a Síria foi o principal item da agenda. O secretário de Estado John Kerry disse diretamente que a OTAN prepare-se para responder.[4]

Significativamente, Israel[5] e Grã-Bretanha[6] também acusaram o regime sírio de ter usado armas químicas. A declaração de Israel coincidiu com a visita de Hagel a Telavive. Tudo isso sugere um alto grau de coordenação entre EUA, Grã-Bretanha e Israel, que explica essas declarações simultâneas.

Rússia e China serão pressionadas para que desistam e permitam que a ONU inicie processo de investigação. O secretário-geral Ban Ki-Moon já disse que a ONU prepara-se para acusar a Síria por uso de armas de destruição em massa,[7] o que, é claro, pode ser o primeiro passo rumo a uma arriscada intervenção na Síria – que muito provavelmente terá consequências tão daninhas e perigosas quanto a intervenção no Iraque.
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[1] http://www.nytimes.com/2013/04/26/us/chuck-hagels-statement-on-syria.html?_r=0

[2] http://www.huffingtonpost.com/2013/04/25/white-house-letter-syria-senators_n_3156099.html?view=print&comm_ref=false

[3] http://www.bbc.co.uk/news/world-22300808

[4] http://www.reuters.com/article/2013/04/23/us-syria-crisis-kerry-idUSBRE93M0KW20130423

[5] http://abcnews.go.com/blogs/headlines/2013/04/israel-accuses-syria-of-using-chemical-weapons-probably-sarin/

[6] http://uk.reuters.com/article/2013/04/25/uk-britain-syria-chemical-idUKBRE93O10C20130425

[7] http://news.xinhuanet.com/english/world/2013-04/26/c_132340855.htm

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