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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

"Roberto Civitta é uma das mais completas bestas que eu conheço", diz Mino Carta

Publicado originalmente no Portal No Minuto

Na noite desta terça-feira, 16, estive no Centro Cultural Dragão do Mar para o lançamento do romance do jornalista Mino Carta, "O Brasil".

O evento foi iniciativa do ex-prefeito, ex-governador, ex-deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB). [Sim, Ciro é ex muita coisa] Na mesa, ladeando Ciro e Mino, o governador Cid Gomes (PSB). Destaque-se que Cid não teve a palavra em nenhum momento do evento.

Ciro apresentou o livro e sobre o que ele disse, escrevo a seguir. Muitas frases de impacto.

Assim como também o Mino deixou muitas frases de impacto. Sobre Civitta, o criador da Veja foi ácido: "Roberto Civitta é a maior besta que eu já conheci". E contou uma história ocorrida cerca de um mês depois que foi trabalhar na Abril para criar a revista Quatro Rodas.

Dizia Mino que ele e o patrão caminhavam pela calçada de uma rua em São Paulo quando Civitta pergunta qual era o seu Quociente de Inteligência. Mino assustou-se, mas disse desconhecer. Civitta, então, afirmou que o seu era tal - um número que Mino Carta não recorda. "E isso é muito?", questionou. "Apenas uma a cada vinte e cinco milhões tem um QI como o meu", respondeu o dono da Abril.

Como na época a população do país estava em torno dos 70 milhões de habitantes, Mino afirmou que, então, só deveriam existir outros dois com QIs tão elevados no país. Roberto Civitta disse que poderia ser apenas ele, uma vez que as estatísticas são generalizantes.

Exemplo da megalomania de Civitta. "Não sou nem nunca serei generoso com o Roberto Civitta", conclui Mino

Porém, Mino falou mais sobre política e jornalismo. Disse, por exemplo, que acredita que Dilma Rousseff (PT) será reeleita em primeiro turno.

Criticou o jornalismo atual, afirmando que aquele praticado há cinquenta anos, ainda que partidarizado como o de hoje, era infinitamente superior. Dentre os jornalistas, disse, "vários são sabujos a serviço dos oligarcas".

Mais de uma vez, o genovês radicado no Brasil desde os doze anos, afirmou e reafirmou o reacionarismo da elite paulistana.

Desanimado com Paulo Bernardo, afirmou que a pauta da regulação da mídia "é uma furada".


Mino é um ícone do jornalismo brasileiro.

Ao fim da noite, peguei meu autográfo e dedicatória: ""Ao colega Daniel, aquele que amansa os leões com abraço bíblico do Mino Carta".

P.S.: No contexto que falamos do livro do Mino Carta, interessante lembrar que no próximo dia 27 serão completados 30 anos da publicação daquela que talvez seja a maior barriga do jornalismo potiguar: o caso do Boimate publicado pela Veja em 1983.

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