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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Parlamentares ouvem GSI sobre operação que teria vigiado sindicatos

Na Agência Brasil

Uma comissão de parlamentares esteve hoje (11) no Palácio do Planalto para ouvir o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general José Elito, sobre informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo a respeito de uma operação que teria sido montada pelo órgão e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar movimentos sindicais no Porto de Suape, na região metropolitana do Recife.

Segundo o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), que propôs a convocação do ministro para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, o general negou qualquer ação específica no porto e disse que o GSI e a Abin não monitoram pessoas, mas cenários. Na próxima quarta-feira (17), o ministro-chefe do GSI deve comparecer à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para falar sobre o mesmo assunto.

“O general explicou como é que funciona o sistema, que é integrado, que são 700 cenários que eles monitoram para informar à Presidência e disse que isso é absolutamente normal, que qualquer país democrático do mundo precisa e deve ter esse sistema de informações para orientar as decisões do presidente da República”, disse Macris.

O deputado disse que aguardará as respostas ao requerimento que entregou ao ministro Elito pedindo mais explicações sobre o caso. Entre as questões colocadas no documento, Macris questiona se agentes da Abin e de outros órgãos participaram de operação de monitoramento no Porto de Suape, se houve quebra de sigilos telefônicos e quais equipamentos foram usados para a vigilância.

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