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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Máscara Negra: Para defesa, manutenção de prisão de designer é desnecessária

A defesa do designer Clodualdo Bahia ingressou com o pedido de liberdade junto à Justiça Estadual. Bahia foi preso provisoriamente ontem, durante a Operação Máscara Negra. Em 2012, havia sido contratado pela prefeitura de Guamaré para cuidar da iluminação das festas do Carnaval e da emancipação política do município.

O advogado Daniel Pessoa explica que o principal no do pedido de liberdade "é o desrespeito à Constituição, pois ele sequer recebeu uma cópia da decisão que determinou sua prisão". "Também não recebi: não tive acesso aos motivos e fundamentos da prisão temporária", complementou.

Segundo Pessoa, a manutenção da prisão de Clodualdo Bahia não serve para nada, uma vez que todas as provas requeridas no mandado de busca e apreensão foram conseguidas e todas as vezes que foi convocado, o designer prestou depoimento diante do MP.

"No pedido, a mensagem é clara: não cabe prisão temporária como meio para intimidar e fragilizar, nem muito menos como forma de 'antecipação da pena'", diz o advogado.

Daniel Pessoa diz mais: "Ele já tinha sido convocado e comparecido durante as investigações na PGJ - ou seja, antes ele já havia colaborado e prestados esclarecimentos, além de que não houve nenhuma objeção à apreensão dos documentos e outras provas, também. Logo, não há justificativa para a prisão".

Em outras palavras: se havia um papel a cumprir, segundo a defesa de Clodualdo Bahia, sua prisão já cumpriu esse papel.

A seguir, a petição que pede a liberdade do designer.

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