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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O Estado de Minas coloca sua sede à venda



No Brasil 247


Assim como o Washington Post, periódico mineiro também busca comprador para o edifício onde está sua redação; é mais um capítulo da crise da mídia impressa.

A exemplo do que está ocorrendo com o Washington Post, que colocou à venda sua sede nos Estados Unidos, o Estado de Minas, mais tradicional jornal mineiro, também busca um comprador para o edifício onde está instalada sua redação. Trata-se de um edifício na Avenida Getúlio Vargas, num dos pontos mais valorizados de Belo Horizonte. De acordo com fontes do mercado imobiliário local, o jornal, que pertence aos Diários Associados, estaria pedindo R$ 50 milhões, mas teria ofertas de, no máximo, R$ 30 milhões.

A venda da sede do Estado de Minas é mais um capítulo da crise da mídia impressa. Ontem, o jornal Estado de S. Paulo anunciou uma reestruturação editorial, com o fechamento de diversos cadernos e a demissão de vários jornalistas – 20 profissionais já foram cortados, mas as demissões podem chegar a 50. Assim como o Estadão, o Estado de Minas também enfrenta custos crescentes, queda de circulação e diminuição da receita publicitária. A direção do grupo deve transferir a redação para a sede da TV Alterosa, retransmissora do SBT em Minas Gerais.

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