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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ninguém deveria morrer desnecessariamente

Sábado à noite, um jovem cearense furou uma barreira policial, foi perseguido por 8 km, atropelou três pessoas pelo menos e acabou morto pela PM. Segundo um blog policial do interior do estado, foi "socorrido às pressas" ao Pronto Socorro - enquanto as fotos, várias e de diferentes ângulos, o mostram agonizando no chão, ao lado do carro.
Socorro foi tão às pressas que, ferido pela PM, foi a Polícia Civil que o conduziu ao Hospital.
Não se questiona o fato em sim, mas a necessidade de mata-lo. Ele foi baleado, segundo testemunhas, após o carro ter sido parado.
Mais que isso: fosse um pobre, haveria celebração. Sendo rico, sabemos que não ficará por isso mesmo.
Rico ou pobre, ninguém deveria morrer sem necessidade. E "socorro às pressas" deveria ser às pressas mesmo .
Esse "modus operandi" das Polícias é que precisa mudar.
Recentemente aqui em Fortaleza um motoqueiro pobre estava circulando na Aldeota com seu filho na garupa. Abordado por uma viatura da PM (o que um motoqueiro pobre estaria fazendo à noite na Aldeota? Com um comparsa na garupa?), não ouviu. PM disparou e matou o menino de 14 anos. Essas coisas contra pobres ou ricos, inocentes ou culpados, devem acabar.

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