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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Medida do governo angolano assegura 'monopólio' à Universal

Na Folha de São Paulo

Apesar de funcionar agora sob intervenção em Angola, a Igreja Universal do Reino de Deus garantiu um monopólio entre as igrejas neopentecostais brasileiras no país. O porta-voz do MPLA, Rui Falcão, disse à Folha que as "dissidências" não obterão reconhecimento do Estado.

O governo do presidente José Eduardo dos Santos é visto como muito próximo da Universal, cuja TV Record tem grande força no país. O fato de apenas a Universal ter permissão para voltar a funcionar é visto como uma manobra para restringir a concorrência de outras igrejas brasileiras no país.

"Angola é terreno fértil para a Universal, que tem lá TV, jornal, templos e conexões políticas, e por isso deve ter conseguido essa 'reserva de mercado'", diz Ricardo Mariano, sociólogo da PUC-RS.
Editoria de Arte/Folhapress



"Com referência à retomada de nossas atividades e às normas de funcionamento impostas pelo governo de Angola, informamos que a Universal respeita as decisões das autoridades de Estado", disse a Universal à Folha. A igreja tem 230 templos e 500 mil fiéis em Angola.

Segundo o deputado José Olímpio (PP-SP), da Igreja Mundial do Poder de Deus, a igreja enviou advogados a Angola. "Estamos tentando legalizar a igreja, mas o processo é moroso", disse ele. "Todos os nossos templos estão fechados e não podemos realizar os cultos." A Mundial, do apóstolo Valdemiro Santiago, é uma dissidência da Universal e funcionava em Angola havia dois anos com autorização provisória. A igreja tem 30 templos e cerca de 70 mil fieis no país.

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