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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Mailde Pinto Galvão será sepultada às 14h de hoje

Mailde Pinto era ativista dos
direitos humanos e escritora (Foto: Reprodução / dhnet.org)

Faleceu na noite desta sexta-feira (26), a ativista dos direitos humanos e escritora potiguar, Mailde Pinto Galvão. O velório acontece no Morada da Paz, na avenida São José e o sepultamento está marcado para às 14h, deste sábado (27), no Cemitério Morada da Paz, em Emaús.

A notícia foi recebida com tristeza entre os amigos e familiares, principalmente entre os ativistas dos direitos humanos. Mailde foi diretora de Documentação, Cultura e Arte da gestão do então prefeito Djalma Maranhão, quando foi perseguida e presa pelo regime da Ditadura Militar.

Ela contou sua história no livro, “1964. Aconteceu em Abril”, no qual conta sua experiência antes e após a tomada do poder pelos militares, em 1964. Entre os relatos, Mailde destaca a ocasião em que foi presa: “De pé, junto a mim, o delegado Veras deu início a sua missão fascista. Afirmou que conhecia tudo sobre minha vida e sobre os atos subversivos que eu havia praticado como Diretora de cultura. Aconselhou-me a não mentir nem omitir o que já estava documentado. Tentava aterrorizar-me como se galanteasse. Caminhava em torno da sala e eu me sentia muito pequena, sentada naquela cadeira. Nem ele nem eu prevíamos a dimensão da minha resistência.”

Saiba mais: Aconteceu em Abril

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