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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalistas de O Povo (CE) paralisaram atividades no fim do expediente de hoje


SOBRE A PARALISAÇÃO DE HOJE NO O POVO

Jornalistas do O Povo paralisaram os trabalhos entre o final da tarde e o começo da noite de hoje (25/4), como sinal de insatisfação com as condições de trabalho e a suspensão das negociações salariais. Segundo fontes que preferiram não se identificar, participaram da paralisação a maior parte dos jornalistas presentes no momento. “Ficaram na redação apenas os editores-executivos, porque até editores-adjuntos e colunistas participaram do ato”. No começo da noite, ao final do ato, que começou por volta das 16h, restavam ainda cerca de 40 jornalistas.

O abandono da redação se deu pela negativa da chefia do jornal em receber uma comissão mista, formada por representantes do Sindjorce e dos jornalistas, com o objetivo de retomar as negociações, que se arrastam desde setembro do ano passado, data-base da categoria. O trabalho só foi retomado depois do negociador da empresa agendar uma reunião para a próxima quinta-feira (2/5).

O ato aconteceu uma semana depois de 81,1% da redação aprovar o “estado de greve” por meio de uma votação secreta. Os jornalistas já haviam também rejeitado uma proposta da empresa de antecipar a inflação (5,39%). Desde setembro de 2012, a negociação do sindicato dos jornalistas com a classe patronal não foi finalizada. Dos iniciais 13% propostos pelo Sindijorce, restam 8,5% de aumento salarial, sem as cláusulas sociais também incluídas na demanda original. O patronato oferece um aumento de 7%.

“A redação fará mobilizações sistemáticas para sensibilizar a diretoria e pode parar, caso não avancem as negociações. O primeiro ato foi hoje, partimos em bloco para a porta do jornal em comemoração ao aniversário de um ano sem aumento. Há uma insatisfação da redação. Independente de sindicato, fizemos um abaixo-assinado reivindicando aumento salarial, concessão de benefícios e melhorias estruturais. Mas o estado de greve e essas mobilizações têm a participação do sindicato, sim.”
Por Pedro Rocha

Jornalistas do O Povo paralisaram os trabalhos entre o final da tarde e o começo da noite de hoje (25/4), como sinal de insatisfação com as condições de trabalho e a suspensão das negociações salariais. Segundo fontes que preferiram não se identificar, participaram da paralisação a maior parte dos jornalistas presentes no momento. “Ficaram na redação apenas os editores-executivos, porque até editores-adjuntos e colunistas participaram do ato”. No começo da noite, ao final do ato, que começou por volta das 16h, restavam ainda cerca de 40 jornalistas.

O abandono da redação se deu pela negativa da chefia do jornal em receber uma comissão mista, formada por representantes do Sindjorce e dos jornalistas, com o objetivo de retomar as negociações, que se arrastam desde setembro do ano passado, data-base da categoria. O trabalho só foi retomado depois do negociador da empresa agendar uma reunião para a próxima quinta-feira (2/5).

O ato aconteceu uma semana depois de 81,1% da redação aprovar o “estado de greve” por meio de uma votação secreta. Os jornalistas já haviam também rejeitado uma proposta da empresa de antecipar a inflação (5,39%). Desde setembro de 2012, a negociação do sindicato dos jornalistas com a classe patronal não foi finalizada. Dos iniciais 13% propostos pelo Sindijorce, restam 8,5% de aumento salarial, sem as cláusulas sociais também incluídas na demanda original. O patronato oferece um aumento de 7%.

“A redação fará mobilizações sistemáticas para sensibilizar a diretoria e pode parar, caso não avancem as negociações. O primeiro ato foi hoje, partimos em bloco para a porta do jornal em comemoração ao aniversário de um ano sem aumento. Há uma insatisfação da redação. Independente de sindicato, fizemos um abaixo-assinado reivindicando aumento salarial, concessão de benefícios e melhorias estruturais. Mas o estado de greve e essas mobilizações têm a participação do sindicato, sim.”

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