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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Feliciano diz ser contra o aborto, mas me contou uma história diferente em 2010

Em entrevista ao UOL, o confuso pastor Marco Feliciano (PSC) diz ser "contra o aborto, entre outras razões, por ter presenciado a prática quando era jovem. Sua mãe chegou a manter uma casa clandestina de abortos. Na '12ª semana, estamos falando de um bebê com três meses de idade. Já tem sentimentos. Já sente dor. Abortar uma criança de três meses é assassinato', diz".
Era outubro de 2010 e Feliciano "havia vestido a camisa da eleição de Dilma Rousseff.  Em Natal, eu e outros irmãos organizamos, no segundo turno, o Comitê Evangélico Dilma Presidente.  
Em contato com o Comitê Nacional, organizou-se a vinda de Feliciano a Natal para a campanha.
O principal evento do qual o pastor participou foi uma concorrida reunião em Parnamirim, com a presença do prefeito Maurício Marques (PDT), da então-candidata ao senado Wilma de Faria (PSB), da deputada federal Fátima Bezerra (PT), entre outros.
Após o evento, pela manhã, voltamos ao hotel para buscar sua esposa para um almoço previsto para logo mais com lideranças evangélicas.  Enquanto esperava sua esposa descer, conversava com o pastor.
Foi aí que ele me confidenciou, a partir de experiências que afirmou ter dito no ministério com mulheres que engravidaram, por exemplo, vítimas de estupro, ser favorável ao aborto em casos assim.  Mas disse também que não falaria isso em público - porque jogaria demais a plateia.
"Tudo bem" omitir o que pensa para que os demais não se escandalizem.  Agora, mentir pastor?  Aí são outros quinhentos.  O senhor não é contra o aborto sempre.  Devia deixar isso claro quando falar do assunto.

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