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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Embusteiros e covardes

No Blog do Juca Kfouri



Está nas primeiras páginas pelo mundo afora.

João Havelange renunciou também ao posto de presidente da honra da Fifa para não ser dela expulso.

Já havia renunciado ao COI pelo mesmo motivo, por saber que seria, como acaba de ser, denunciado, ao lado do ex-genro Ricardo Teixeira, de receber 45 milhões de reais em propinas da falida ISL, a gigante de marketing esportivo que negociava direitos de TV.

Havelange é um dos brasileiros mais conhecidos de nossa história e sempre foi o chefão, coisa que só alguns poucos denunciaram por não ter interesses menores.

Chegou a ser objeto de três o quatro biografias de dar engulhos pela bajulação, em regra feita por autores de sua laia.

Agora está aí, ainda dando nome aos estádios do Engenhão, no Rio, e do Parque do Sabiá, em Minas.

Até quando não se sabe, mas, se perdurar, até mesmo nos Jogos Olímpicos do Rio que o tem como membro de seu comitê (AQUI) dirigido por outro discípulo, Carlos Nuzman. será o caso de começarmos a dar os nomes de PC Farias, Escadinha, Mensalão, aos nossos logradouros públicos.

Em resumo, Havelange e Teixeira, agora ainda mais assumidamente, são dois embustes e maiores exemplos da nossa cartolagem, além de covardes, por fugir sem assumir o que fizeram.

Havelange teve um mérito, o de não processar os poucos jornalistas que o acusaram.

Porque, segundo sempre disse, não queria ter inimigos para o resto da vida em seu pé.

A explicação é besteira, é claro, mas, na verdade, ele não processava porque, apesar de dissimulado e hipócrita, sabia que as acusações eram verdadeiras e preferia não mexer nelas, diferentemente do ex-genro que se julgava eternamente impune.

Alguém dirá, generosa, ou maliciosamente, você escolhe, que Joana Havelange não tem nada a ver com isso, embora ela seja do COL e estivesse festejando na Califórnia enquanto o capo dei capi renunciava à sorrelfa e à socapa.

Sim, Havelange renunciou dias atrás informou a Fifa, clandestinamente, em segredo, como quase tudo de errado que fez na vida.

Desta vez, acertou.

Já vai tarde.

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