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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Em Fortaleza, testemunha não pôde requisitar SAMU por não estar no local do acidente

O estudante de jornalismo da UFC, Marco Fukuda, testemunhou de sua janela um acidente. Um carro atropelou um motociclista.

Marco, perto o suficiente para realizar a fotografia que ilustra esse texto, ligou para o SAMU para solicitar o atendimento - especialmente porque percebeu que o motociclista estava machucado.

A atendente do serviço disse que, como o estudante não estava no local do acidente, esperaria que alguém que estivesse no local ligasse.

Quer dizer, se o ferido estivesse em estado grave, provavelmente morreria em consequência do protocolo de atendimento implementado.

Bom dia. Esta manhã, presenciei da varanda do meu apartamento um acidente na esquina de casa. Liguei para o 192 do SAMU, e a atendente disse que "eu não estava no local do acidente" e que esperaria alguém que estivesse no local ligasse. Isso me deixou indignado e peço a ajuda de vocês.

"Quer dizer, você ser testemunha ocular de um fato, ver um acidente da varanda do seu apartamento, telefonar para pedir socorro, atendimento a um cidadão ferido não é o suficiente", disse Marco. "Denuncio assim, a ineficiência do serviço público do SAMU-Fortaleza, e o descaso com a saúde do cidadão", complementou.
Para piorar, o estudante sequer conseguiu denunciar o caso aos órgãos competentes. "Já tentei acionar o MPF e a OAB pelo twitter, uma vez que os serviços de 'Fale com a ouvidoria' e 'Mensagem instantânea' do site do MPE-CE estão fora do ar", concluiu o estudante.

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