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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#VivaChavez: O script dos golpes recentes na América Latina

Acabei de assistir, novamente depois de uma tempo, "A revolução não será televisionada", sobre o frustrado Golpe Midiático-Militar promovido contra Chavez em abril de 2002.
Duas coisas me chamaram a atenção hoje.
Primeiro: um dos ministros de Chavez, quando o Golpe está prevalecendo, se lamenta afirmando que seus adversários eram poderosos demais e que eles não tinham feito no governo, uma política de comunicação. Antes, em uma reunião, Chavez reclama que seus ministros não falavam direito e eficiente com a mídia.
Serve de alerta para um país como o nosso em que a mídia se comporta tantas vezes como um partido político e que o governo recua de uma política pública democratizante.
Segunda coisa que me chama atenção é que o script do golpe se assemelha a diversos recentes na América Latina:
1) Como Lugo no Paraguai, Chavez foi responsabilizado pela imprensa, oposição e militares pela morte de dez manifestantes atingidos na cabeça por atiradores de elite;
2) Como Aristide, no Haiti, e Zelaya, em Honduras, havia uma avião pronto para tirar Chavez do país logo depois do Golpe. Como os dois, os golpistas afirmaram falsamente que Chavez renunciara. O avião que tirou Aristide do Haiti era americano, como aquele que tiraria Chavez da Venezuela, caso o povo não enfrentasse o Golpe e o vencesse. Zelaya foi tirado do país de pijamas;
3) Como nos demais países, a oposição foi se consultar em Washington, recebeu apoio dos EUA logo após a derrubada. Em todos os casos, porém mais incisivamente na Venezuela, a mídia participou de forma concreta do golpe e dos governos golpistas. A censura se instalou de imediato.
O script se repetiu, mas o golpe venezuelano fracassou. O povo reagiu.
O mídia operandi dos golpistas se aprimorou também nos últimos anos para refrear a reação popular.
Ensinos para todos nós.
Minha dúvida é sobre quem escreveu esse manual de golpes tão semelhantes? Imagino que as matrículas dos aviões expliquem.

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