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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Um governo melancólico

Por Luís Fausto
http://luisfausto.com.br/?p=1486


“Ela não merece um final melancólico”, disse ontem o senador democrata José Agripino Maia, correligionário da governadora potiguar Rosalba Ciarlini, na solenidade de posse de três novos secretários.
Não merece ela, muito menos o Rio Grande do Norte, mas pelo visto terá.
Porque o governo da mossoroense é de uma tristeza sem fim, de uma infelicidade tamanha, que a tarefa de salvá-lo em menos de dois anos que lhe restam é praticamente impossível.
A saúde pública no estado está na UTI, a educação faz rodízio de estudantes porque não tem professores suficientes em salas de aula, a insegurança nas ruas é uma violência gritante contra a cidadania e não há, simplesmente não há, uma obra sequer que mereça aplauso e elogio.
Melancólico governo, este que o Rio Grande do Norte tem hoje.
Não merecemos, não é, senador José Agripino Maia?

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