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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sesed cria força-tarefa para investigar assassinatos na Grande Natal

Em setembro, o governo criou uma força-tarefa para investigar a Revolta do Busão.  Haviam deixado os homicídios de lado.
Agora, seis meses depois, finalmente e com atraso, o governo estabelece uma força-tarefa para investigar os homicídios.

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Uma portaria publicada na edição desta sexta-feira (22) do Diário Oficial do Estado cria uma força-tarefa conjunta de órgãos da Segurança Pública para investigar crimes de homicídio na Grande Natal. A atuação dessa equipe terá duração de 90 dias e unirá as polícias Civil e Militar, além do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). Segundo o secretário estadual adjunto de Segurança Pública e Defesa Social, o delegado Clidenor Silva Júnior, esse time irá atuar em toda cena de crime a partir da próxima semana.

A portaria determina que a força-tarefa irá atuar na investigação de crimes de homicídio com autoria desconhecida e indícios de execução que tenham sido praticados na região metropolitana de Natal. Silva Júnior explica que a equipe será enviada para todas as cenas de crime para acompanhar o trabalho que normalmente já é feito pelos investigadores distritais e começar dali a apuração do caso. O objetivo é que esse time sirva de base para a criação da Divisão de Homicídios.

A equipe será coordenada pela delegada Sheyla Freitas, da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor). Ainda participarão dessa força o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), o Centro de Inteligência (CI) da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), O Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, a 2ª Seção da PM e o Itep. Silva Júnior acrescenta que haverá um apoio da Polícia Federal nas informações.

Alguns pontos foram apontados na portaria assinada pelo titular da Sesed, Aldair da Rocha, para justificar a criação dessa equipe. A primeira é o fato de a criação da Divisão de Homicídios ainda estar em tramitação e vai demorar para efetivamente implantada. Outra é a sobrecarga de trabalhos atualmente existente na Delegacia Especializada em Homicídios (Dehom). Além disso, foram considerados os elevados índices de ocorrências policiais envolvendo os crimes de homicídios na região metropolitana de Natal, muitos dos quais com indícios de execução.

A portaria determina ainda que, quando for criada a Divisão de Homicídios, todo o acervo documental e investigativo, bem como os processos em andamento, será repassado para a Divisão.

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