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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

'La Repubblica' traz novas revelações sobre 'Vatileaks'

No Jornal do Brasil

O jornal italiano La Repubblica publicou nesta quinta-feira (7) uma entrevista com uma pessoa que teria ajudado o ex-mordomo do Papa Emérito Bento XVI no desvio de documentos, caso que ficou conhecido como 'Vatileaks'. Segundo o entrevistado, que não foi identificado pela publicação, outras 20 pessoas fariam parte do esquema que abalou o pontificado.

"Paolo Gabriele não é o único corvo", diz o entrevistado pelo jornalista Marco Ansaldo, citando o ex-mordomo de Bento XVI, que chegou a ficar preso. "São muito mais que 20 pessoas, todas ligadas à Santa Sé. Somos mulheres e homens, leigos e clérigos", diz o entrevistado, que se identifica como um "ex-corvo".

A reportagem do La Repubblica
A reportagem do La Repubblica

Segundo ele, o início da tensão na Santa Sé teria sido após a pressão por transparência dentro do IOR, o banco oficial do Vaticano. De acordo com a versão, o monsenhor Carlo Maria Vigano, escolhido por Bento XVI para ajudar no processo, teria contrariado interesses de outras pessoas dentro da Igreja.

O antigo presidente do banco, Ettore Gotti Tedeschi, foi destituído de seu cargo em maio de 2012 "por não ter cumprido várias funções de prioritária importância". Em um de seus últimos atos como papa, Bento XVI nomeou o alemão Ernst Von Freyberg como novo presidente da instituição.

Vatileaks

Em janeiro, a divulgação de documentos confidenciais confirmou as lutas internas para o cumprimento das normas sobre  transparência no Vaticano. Após a publicação, Bento XVI criou uma comissão formada por três cardeais (Julián Herranz, Josef Tomko e Salvatore De Giorgi) para investigar o vazamento de documentos internos. Foi feito um dossiê, que ainda é mantido em segredo.

Também foram divulgadas cartas confidenciais dirigidas ao então papa Bento XVI sobre temas delicados, como as intrigas do Vaticano e escândalos sexuais do padre mexicano Marcial Macial. As cartas foram publicadas num livro.

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