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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Péssimas condições e atendimento na Central do Cidadão

Passei a manhã de hoje na Central do Cidadão do bairro do Alecrim. Já havia estado lá na semana passada para tirar a segunda via de minha carteira de identidade. Hoje era a vez de minha esposa e aproveitei para providenciar a segunda via de outros documentos - título de eleitor, carteira de motorista.
Apesar de o sistema do TRE ter ficado temporariamente indisponível, ainda assim não levei mais que quarenta minutos no Detran e no Tribunal.
Ao todo permanecemos três horas e meia por lá.
Com alguns absurdos.
Há algum tempo, com a reforma do ITEP na Ribeira, o setor foi deslocado para a Central. Em virtude disso, a preferência de todos que precisam emitir a carteira de identidade tem sido ir à Central do Alecrim - e desse modo sair com o novo documento na mão.
Acontece que na semana passada quando estive lá na Central o fluxo de atendimento parecia mais eficiente e racional que o que vimos hoje. Na semana passada, cheguei e logo esperei um bom tempo pelo atendimento no banco para realizar o pagamento da segunda via da identidade. Em seguida, subi para o ITEP e de lá, após os tramites, sai com a carteira nas mãos cerca de meia hora depois
Hoje, nos deparemos com um fila disposta para fora da Central, exposta ao calor e aos riscos das ruas. Nesta fila, ao sol, cada um ficou por pelo menos uma hora e meia. Cada um, ressalto, dos que respeitaram a fila porque muitos entravam fingindo ir para outro atendimento e subiam direto para engrossar o número dos que esperavam na sala do ITEP.
A revolta cresceu. Na sala do ITEP, foram mais de duas horas de espera até que a esposa saísse com o documento.
Além disso, o prédio não dispõe de saída de emergência visível ou outros mecanismos de segurança.
As fotos a seguir foram registradas por mim no banheiro da Central. Numa delas, uma caixa de distribuição de energia em péssimo estado. Na outra a sujeira do próprio sanitário e paredes marcadas com as digitais de usuários.
Ressalte-se que não há o que se reclamar sobre os servidores que atuam no prédio que se esforçam para que tudo se vá bem.



Comentários

  1. Ano passado fiquei sentado em um tamborete numa audiência do Procon na Central do Cidadão do Via Direta.

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  2. Ano passado fiquei sentado em um tamborete numa audiência do Procon na Central do Cidadão do Via Direta.

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