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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Perdão, em nome dos evangélicos

Precisamos pedir perdão à nação, nós os evangélicos.  Precisamos deixar claro que gente como Silas Malafaia, Marco Feliciano, ou outros, não representam a totalidade dos cristão evangélicos brasileiros.

O texto do pastor José Barbosa Júnior, no Facebook, mostra que nem todos somos esses - e que por isso a nação, e Deus, nos perdoe.

O Brasil caminha a passos largos para o dualismo maniqueísta entre gays e evangélicos.
Bem x mal, luz x trevas, servos de Deus x filhos do diabo (isso no pensamento popular)
O pior é que a tendência, cada vez mais clara, é de exageros de ambas as partes, como se Malafaia fosse a voz da justiça (ou da injustiça) e Jean Willys a voz da mentira (ou da verdade).
A nomeação de Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara mostra o forte lobby do conservadorismo religioso na política brasileira, refletindo o crescimento desse fundamentalismo quase teocrático, coisa que alguns evangélicos têm orgasmos múltiplos só de pensar...
Onde a justiça? Onde o amor ao próximo e a luta pelos direitos de TODOS? Onde o "A César o que é de César e a Deus o que é de Deus"?
Alguma coisa se perdeu no caminho... ou... perderam de vista O Caminho...

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