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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalistas preparam vazamento sobre paraísos fiscais

Por Fernando Rodrigues

Divulgação começará em 4 de abril às 16h05 de Brasília.

ICIJ é uma grupo internacional de jornalistas investigativos.


O ICIJ (sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) divulgará a partir de 4.abr.2013 documentos do maior vazamento da história sobre dinheiro escondido em paraísos fiscais. A publicação continuará por cerca de 10 dias, segundo o grupo.

A investigação tem base em 2,5 milhões de registros sobre transações financeiras nas offshores (que são os paraísos fiscais, locais que permitem contas anônimas e fuga do fisco). Os dados, anunciou o ICIJ, expõem homens poderosos, políticos e ricaços. Entre os personagens das reportagens estarão o governo do Irã, amigos do presidente Robert Mugabe (do Zimbábue), autoridades russas e alguns dos bancos mais importantes do mundo.

Uma das reportagens falará sobre a morte do auditor russo Sergei Magnitsky em uma prisão de Moscou. O caso provocou oposição de grupos de direitos humanos ao governo da Rússia e até hoje não está esclarecido. Antes de ser preso, Magnitsky prestava serviço para a empresa Hermitage. Seus achados podiam levar a crer que o governo havia alterado registros da companhia para prejudicá-la e contado com apoio de criminosos.

Outra história será sobre a Portcullis TrustNet, empresa que, segundo o ICIJ, descreve a si mesma como a maior operadora offshore da Ásia. O vazamento deverá mostrar que a Portcullis vende segredos para cientes de mais de 140 países, incluindo amigos de ditadores, políticos, mercenários e super-ricos.

O material incluirá ainda análise sobre o significado do vazamento dos documentos e infográfico para compreender os modos de operação nos paraísos fiscais. Tudo estará disponível a partir de 4 de abril, às 16h05 de Brasília, no site do ICIJ.

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