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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaFeliciano: Para pastor, gays não podem ser considerados minoria

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1240319-pastor-organiza-abaixo-assinado-para-presidir-comissao-de-direitos-humanos.shtml

O pastor evangélico e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) organizou em seu site uma campanha para que seja indicado à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Um abaixo-assinado reuniu, segundo o site, mais de 53 mil assinaturas "em favor de Feliciano", polêmico por suas declarações contra homossexuais.

Em acordo entre os partidos para a divisão de cargos em comissões da Câmara, na semana passada, o PSC de Feliciano ficou com o direito de indicar um nome para comandar o colegiado.

A possibilidade de ele ocupar o cargo tem gerado polêmica nas redes sociais. Em seu abaixo-assinado, Feliciano diz que está sofrendo "perseguição e até ameaça de morte".

No Avaaz, organização que promove campanhas virtuais, um abaixo-assinado pedindo a "imediata destituição" de Feliciano da comissão contabiliza 43 mil assinaturas --o pastor, porém, ainda não foi confirmado no comando do colegiado.

No final de semana, o pastor, que fundou o Ministério Tempo de Avivamento, recebeu o apoio de outros líderes evangélicos.

"Nós não pautamos nossas ações pelo que a mídia quer ou grupos depressão do ativismo gay. O PSC não pode dar 'mole'", afirmou o pastor Silas Malafaia, em seu Twitter.

Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, é igualmente conhecido por suas declarações contra a homossexualidade.

Também pelo Twitter, o pastor Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira, afirmou que o PSC não deve se curvar.

"Será o maior descalabro de intolerância religiosa impedir que o Marco Feliciano presida a Comissão Direitos Humanos."

"Ativismo gay"

Feliciano já declarou em seu site que o "ativismo gay" serve para promover violência. "Do ponto de vista da política, minoria são grupos desprivilegiados, por não conseguirem estudos e empregos. Os gays não se encaixam nesse perfil, pois são estudados e tem ótimos empregos", afirma o deputado na mensagem.

No final de semana, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) publicou nota de protesto contra a indicação do pastor.

Segundo a associação gay, o deputado tem feito reiterados pronunciamentos públicos na contramão dos objetivos da comissão. "Em mais de uma ocasião, [Feliciano] teceu comentários depreciativos à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mostrando-se totalmente refratário ao reconhecimento dos direitos destas pessoas", defende a associação na nota.

O líder do PSC, André Moura (SE), afirmou que o partido ainda não decidiu quem vai ser escolhido, mas que Feliciano foi um dos deputados da bancada que manifestou a intenção de ficar com o cargo. Ao todo, o partido possui 16 parlamentares na Câmara.

Uma reunião marcada para a próxima terça-feira (5) deve escolher o indicado.

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