Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ex-assessor de Serra revela que arquitetou denúncia contra Chalita ao MP

No Comunique-se

Assessor de José Serra durante a campanha do tucano à prefeitura de São Paulo, o jornalista Ivo Patarra diz que levou o analista de sistema Roberto Grobman ao Ministério Público para que ele denunciasse o deputado federal, Gabriel Chalita (PMDB-SP), acusado de corrupção por supostamente receber R$ 50 milhões no período em que foi secretário paulista de educação (2002 a 2006). As informações foram publicadas nessa quarta-feira, 27, pelo Estadão.

Patarra participou da campanha eleitoral de Serra à prefeitura de São Paulo em 2012, como “assessor político”. Ele teria sido orientado pelo deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP), um dos coordenadores da campanha do partido daquele ano, a levar o analista de sistema ao MP. Procurado pela reportagem do jornal, o assessor admitiu ter levado Grobman ao Ministério Público, na época em que trabalhou com Serra. “Estive lá e acompanhei os quatro depoimentos iniciais dele. De certa forma, fez parte do meu trabalho na época”, disse. “Não vou te negar isso: a gente estava na campanha”, completou.

Chalita chamava percentual cobrado de "golden number" (Imagem: Reprodução/IG)Na última eleição municipal, Serra concorreu o segundo turno contra o candidato petista Fernando Haddad, que contou com o apoio de Chalita. As informações, entretanto, não foram divulgadas na época, pois as investigações não prosseguiram. Como deputado federal, Chalita tem direito a foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

Comentários

Postagens mais visitadas