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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Dirceu pede passaporte para ir a funeral de Hugo Chavez



No Brasil 247

Condenado pelo Supremo na Ação Penal 470, o ex-ministro José Dirceu protocolou no STF um pedido para obter a liberação de seu passaporte, retido como consequência da condenação; ele quer acompanhar as cerimônias de despedida do presidente venezuelano Hugo Chávez; o corpo de Chávez começou a ser velado nesta quarta-feira, reunindo uma multidão pelas ruas de Caracas; quem analisa o pedido é o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa.

Condenado no processo do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu protocolou nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para aliberação de seu passaporte, retido como parte do processo de condenação na Ação Penal 470. O motivo? Ele pretende comparecer ao funeral do presidente venezuelano Hugo Chávez, morto nesta terça-feira.

Pelo pedido, o ex-ministro viajaria nesta quinta-feira e retornaria no sábado. A solicitação vai ser analisada pelo presidente do Supremo, Joaquim Barbosa.

Após a confirmação da morte de Chávez, Dirceu exaltou os feitos de Chávez durante os 14 anos que dirigiu a Venezuela, divulgando inclusive um vídeo (assista). Dirceu, que classificou o presidente como um "camarada com sonhos em comum", conheceu Chávez em 2003, durante visita do venezuelano ao Brasil.

"Chávez chegou ao poder quatro anos antes do PT no Brasil", lembrou o ex-ministro. "Depois de resgatar a principal riqueza do país, o petróleo, ele refundou o Estado venezuelano, que se encontrava em total decadência, e iniciou uma revolução social. Foi a primeira vez na história da Venezuela que o dinheiro do petróleo foi distribuído entre a população", disse Dirceu.

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