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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Da Escola Base à UTI de Curitiba

Por Júlio Abramczyk
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/julioabramczyk/1239477-da-escola-base-a-uti-de-curitiba.shtml


Há 19 anos, os responsáveis pela Escola de Educação Infantil Base foram surpreendidos por um redemoinho de acusações, todas falsas.

Receberam reparação financeira por danos morais mas, para as sequelas dos danos emocionais, não houve nem haverá consolo.

No dia 19 deste mês, foi presa a médica-chefe da UTI de um hospital universitário de Curitiba, onde atuava há vários anos. Dias depois, o mesmo ocorreu com três outros médicos da mesma UTI.

O crime: eutanásia (abreviar a vida, sem dor ou sofrimento, de doente incurável).

Até o dia 23, o Conselho Regional de Medicina do Paraná nunca havia recebido denúncia contra a UTI. Com insistência, solicitou à Polícia cópia dos autos, recebida no dia 26, por decisão judicial.

A direção do hospital, indiferente ao destino dos médicos, apenas comunicou mudanças na equipe.

Da mesma forma que no escândalo da Escola Base, é possível que seja outra a verdadeira história.

Uma UTI dispõe de avançados recursos e tratamentos de suporte a doentes em risco de vida. Os pacientes, encaminhados à UTI, em situação crítica, têm ali maior chance de sobrevivência que no leito comum do hospital.

Apesar disso, segundo explica o professor J. Randall Curtis, da Universidade de Washington, na revista "Lancet", por mais avançados que sejam os recursos de uma UTI, esse é o local onde a morte é comum e cuidados de fim de vida são constantes.

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