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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Ativista argentino diz que papa é "reservadamente" favorável aos direitos dos gays

No UOL

Apesar de ter se mostrado publicamente contrário à legalização do casamento gay na Argentina, o papa Francisco é favorável tanto aos direitos homossexuais como à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Foi o que disse o ativista argentino Marcelo Marquez, em uma entrevista publicada na rede de televisão norte-americana "CNN".

Em uma ligação feita ao ativista, menos de uma hora após uma carta ser enviada aos líderes da Igreja Católica sobre uma possível manipulação do debate sobre o casamento gay na Argentina, o pontífice disse acreditar que o país ainda não estava pronto para uma lei deste tipo.

"Ele me disse: 'Sou a favor dos direitos dos homossexuais e também das uniões civis para homossexuais, mas acredito que a Argentina ainda não está pronta para uma lei de casamento gay'", contou Marquez, que afirmou ter ficado surpreendido com o telefonema.

O papa liderou uma campanha com duras críticas públicas na tentativa de impedir a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país sul-americano. Mas, reservadamente, Bergoglio parecia estar mais aberto à discussão, como relatou o ativista, que é um católico devoto e um ex-professor de teologia em um seminário católico.

Em julho de 2010, quando o Senado argentino aprovou a lei, Bergoglio chegou a afirmar que a liberação do casamento gay era um "ataque destrutivo ao plano de Deus" e que a adoção de crianças por homossexuais era uma maneira de discriminá-las.

Após as declarações, o novo pontífice, então arcebispo de Buenos Aires, sofreu uma reprimenda pública da presidente Cristina Kirchner, que estava em Pequim, na China, em viagem oficial. Kirchner acusou as lideranças religiosas contrárias ao casamento gay de estarem nos "tempos das cruzadas".

"Eles estão retratando isso como uma questão religiosa e moral e uma ameaça à 'ordem natural', quando o que estamos fazendo é olhar para a realidade", disse Kirchner.

Mas, apesar da guerra de palavras entre a presidente e o religioso, Marquez afirma que Bergoglio "sempre tratou os homossexuais com respeito e dignidade". O ativista diz acreditar que, como papa, Francisco se mantenha aberto a discussões.

"Vamos tentar ter um diálogo com o papa", disse Marquez , que trabalha para o Instituto Nacional da Argentina contra a Discriminação.

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