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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Papa Francisco, Hummes, Maradiaga e Lula

As ações do Papa Francisco nos dias ditatoriais em seu país ainda me parecem longe de um esclarecimento definitivo.
Ao mesmo tempo, seu conservadorismo no que se refere ao papel da mulher e aos direitos dos homossexuais também não ajudam.
Mas seus primeiros sinais são simpáticos na direção de construir uma igreja católica diferente.  Seja no nome escolhido, nas mensagens simbólicas transmitidas, seja na afirmação peremptória de que sonha com "uma igreja pobre e para os pobres".
E aí as informações de bastidores começam a desenhar uma renovação dessa esperança.
Primeiro, sintomático que Leonardo Boff tenha antecipado o nome que o novo papa assumiria.
Assistindo ao seu pronunciamento ao povo na Praça de São Pedro, assim que eleito, reparei o que ele disse.  Afirmou-se como um bispo que aprenderia a sê-lo enquanto o povo também aprenderia a ser igreja com aquele bispo.  E o tempo todo se referiu a si mesmo como bispo de Roma, nenhuma vez como Papa.
Outras coisas já disse aqui.
Outro aspecto de destaque são dois cardeais que, dizem, participaram ativamente de sua eleição.
O primeiro é o hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga, admirador da teologia da libertação - era o "candidato"de Leonardo Boff.
O outro é Cláudio Hummes, que, segundo o próprio Papa, lhe inspirou na escolha do nome ao pedir-lhe que não esquecesse dos pobres.
Maradiaga tem suas manchas.  Apoiou o golpe que destituiu Manuel Zelaya.\
Hummes esteve com Lula nas greves do ABC e é tido como seu amigo - além de disserem ser o cardeal mais próximo de Francisco.




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